Em uma de nossas visitas ao Bairro da Pompéia para nossas pesquisas, encontramos um adorável senhor, que vive na Pompéia há setenta anos. Casado, o Sr. Luís e sua esposa conhecem bem o bairro que vivem e não o trocam por nenhum outro.
A casa onde moram foi construída pelo próprio pai do Sr. Luís, em 1940, quando ele tinha apenas dois anos. Lá, conseguimos nos sentir como se estivéssemos numa cidadezinha do interior: a casa possui um quintal enorme, com pé de mexerica, jabuticaba e pitanga; isso sem falar das plantinhas, cuidadosamente tratadas.
Hoje, uma das casas mais cobiçadas da região por construtoras a fim de derrubá-la para construir mais um arranha-céu residencial. O Sr. Luiz, no entanto, mantém sua firme decisão de não ceder à ofertas dessas empresas. Não bastasse isso, sua casa, cercada por prédios, é alvo do desrespeito por parte de seus vizinhos: diversos incidentes desagradáveis já aconteceram e ainda fazem parte do cotidiano do seu Luís; em um breve relato seu, desabafou: "jogam no meu quintal restos de comida, cascas de frutas e até mesmo fraldas descartáveis usadas".
Mesmo enfrentando todos esses dissabores, é gratificante para o Sr. Luís morar num conservado sobrado antigo, de quintal grande e cheio de pés de frutas. Ele nutre um enorme carinho pelo bairro onde nasceu, cresceu e viveu - e vive - até hoje.
Seu maior desejo é viver, tranquilamente, em sua casa; continuar sendo feliz ao lado de sua esposa para o resto da vida; e, acima de tudo ser respeitado pela nova geração, com as quais ele se preocupa, na medida em que acredita não haver aquele conceito de respeito, ao qual se orgulha de ter sido criado.
Seu maior desejo é viver, tranquilamente, em sua casa; continuar sendo feliz ao lado de sua esposa para o resto da vida; e, acima de tudo ser respeitado pela nova geração, com as quais ele se preocupa, na medida em que acredita não haver aquele conceito de respeito, ao qual se orgulha de ter sido criado.

