Pompéia, bairro nobre,
Formosa e rica é sua história.
Ao redor de uma igreja, ali começa;
Reduto da Itália, nos traz memória.
No velho mundo do cristão império,
Um pai devoto de algum erário,
Deixou, aqui, a filha à morte.
"Oh! Maria do Rosário!
Que minha filha reste forte".
Graça alcançada, o pai festeja;
Morava aqui, mas lá choroso,
Ouviu dizer, em alvoroço:
“Venceu, a filha, a tal peleja”.
Da cidade do Vesúvio,
Oh! Sísmico e letal dilúvio.
O nome já tinha, era homenagem
À esposa do italiano construtor;
Passava, agora, a ser mensagem
De um milagre curador.
Verteu-se, o bairro de história farta,
Em formosa foto de postal carta.
Pompéia, o bairro da cidade,
Tornou-se exemplo a qualquer idade.
De tons cinza-grená e ares verdes,
Possui baixo e alto, grama e concretos:
Vilinhas antigas, ruelas e paredes,
E outros elementos mais discretos.
De botecos brejeiros e contas penduradas,
A bares transados de gente descolada.
De domingos de jogo no Palestra de casa lotada,
Ao Bourbon, um Shopping inteiro,
Grande e chique, para gente de dinheiro.
Das grandes cidades, no entanto, tem seus males:
A violência que envenena e traz pesares.
Mas seu povo assaz guerreiro,
Não se dobra ao mal atroz, e sai inteiro.
Afinal, é brasileiro, é italiano ou lusitano:
É, antes disso, ser humano!
Formosa e rica é sua história.
Ao redor de uma igreja, ali começa;
Reduto da Itália, nos traz memória.
No velho mundo do cristão império,
Um pai devoto de algum erário,
Deixou, aqui, a filha à morte.
"Oh! Maria do Rosário!
Que minha filha reste forte".
Graça alcançada, o pai festeja;
Morava aqui, mas lá choroso,
Ouviu dizer, em alvoroço:
“Venceu, a filha, a tal peleja”.
Da cidade do Vesúvio,
Oh! Sísmico e letal dilúvio.
O nome já tinha, era homenagem
À esposa do italiano construtor;
Passava, agora, a ser mensagem
De um milagre curador.
Verteu-se, o bairro de história farta,
Em formosa foto de postal carta.
Pompéia, o bairro da cidade,
Tornou-se exemplo a qualquer idade.
De tons cinza-grená e ares verdes,
Possui baixo e alto, grama e concretos:
Vilinhas antigas, ruelas e paredes,
E outros elementos mais discretos.
De botecos brejeiros e contas penduradas,
A bares transados de gente descolada.
De domingos de jogo no Palestra de casa lotada,
Ao Bourbon, um Shopping inteiro,
Grande e chique, para gente de dinheiro.
Das grandes cidades, no entanto, tem seus males:
A violência que envenena e traz pesares.
Mas seu povo assaz guerreiro,
Não se dobra ao mal atroz, e sai inteiro.
Afinal, é brasileiro, é italiano ou lusitano:
É, antes disso, ser humano!
